Viver Cuiabá
Viver Cuiabá, na concepção do Maestro China!
O viver para quem foi criado a imagem e semelhança de Deus, sendo portanto, qualificado na espécie “homo sapiens”, extrapola tão somente o: respirar, o ir e vir, o alimentar, o excretar, o dormir e em algumas circunstancias, o trabalhar!
O viver levanta o vôo lépido das águias, para lá dos píncaros visualizar as mais belas paisagens e as maiores oportunidades. E se a águia utiliza as asas para esse esplendoroso vôo, Mestre China, optou pela música para levantar vôo, vôo este pontilhado de belas notas musicais, no pentagrama do construir.
As claves de Sol e Fá, agiram quais doces algemas aprisionando e disciplinando o sopro contorcido, ao percorrer o seu instrumento musical, o Sax!
O instrumento, ou melhor, qualquer instrumento musical bem executado, representa o areópago dos Divinos, pois tem o poder de deslocar o espírito do seu escuro albergue carnal, para ambientes onde a luz é esplendorosa, emocionante e contagiante.
Mas, todo instrumento tocado, adquiri o estilo do seu executor, e o Mestre China tinha o seu estilo, o seu discurso ao executar, mormente ás músicas românticas, onde a tênue linha entre, o popular e o erudito, une-se na pororoca do atrito encontro das notas.
Empunhando o seu magnífico Sax, qual “Cachimbão”, na boca do pantaneiro, espremendo, contorcendo, coando o som em vários tons, surgindo o suco sumo da beleza musical!
Seu estilo característico, seu discurso rotineiro era o de navegar entre as mesas, qual bailado de um balet rodopiando entre as pessoas recebendo aplausos, o que por certo confortava seu espírito sensível.
O artista é um encantador e na arte de encantar, também se encanta!
O artista não morre, simplesmente se desloca no pentagrama dos vários patamares, aleitando-se nas notas buscando harmonia. Ou em última instância, no dizer do poeta, fantasticamente encanta-se!
O registro na memória da maioria dos que com ele convivera, ficará quais cicatrizes eternas dos momentos vividos na própria vida!
Pois o que é a vida? Senão uma doce ilusão do viver!
Moisés Martins


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