sábado, 1 de outubro de 2011

poema Mato Grosso, o Gigante acordou!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

terça-feira, 30 de junho de 2009

Do Cerrado Pantanal ao Cosmo: Um Passeio Poético

CERRADO

SENTIMENTALISMO POÉTICO
DO CERRADO MATO-GROSSENSE:


“CERRADO, ou SERTÃO, SERTÃO ou CERRADO?
Irmãos da Terra convivendo lado a lado.
Univitelinos do nosso Brasil amado!”




“CERRADO O PATINHO FEIO do Universo,
Que talvez nem versos produziria.
Seu ventre fosse revolvido
quais riquezas escondidas
albergadas na terra com vida
e que hoje a economia produziu,
verdadeiro achado
Provando que se: assustássemos com a feiúra das ostras, jamais belas pérolas iríamos, achar.”
precisando de dois tratores e um cabo de aço para as derrubar.”
Lembrando enorme ferida,
a nuvem de poeira, da terra carcomida,
parece que o interior do COSMO,
o Universo no anverso se apresentou.”
provando que COSMO e CERRADO, são filhos de um mesmo soberano Criador!”
De Estado problema, no CERRADO,
a solução operosa encontrou!
Dividiram meu Mato Grosso,
pensando que ele feneceria.
Chapéu de paia

Chapéu de paia,
que me agasiá

De aba quebrada,
Feito de foiá de acuri trançada.
Sujo marcado de pegação!
Chapéu de paia
Teto amigo do sol do cerrado
Morada, abrigo,
meu rincão verdadeiro.
No chão de Mato Grosso, fincado!













O Folclore do cerrado, dançando.
No Siriri, não é a dançarina,
Quem dança,

Mas o vento que rodopia,

Na gargalhada colorida,

Das saias, embriagando-se do erotismo

Encharcando-se de vida.

Na graça rodando,

Pés descalços rodopiando,

Nas andanças ilusória do viver

Alegre sem se importando, com o morrer.

Apenas rodando, rodando

E as palmas das mãos espocando,
a tristeza esbofeteando
o tempo na beleza colorida
da dança contorcida
repete, repete a cantoria,
na esperança de ser ouvida,
ou talvez para espantar a dor da alma sofrida
querendo do corpo sair, sem jamais voltar
a experimentar a prisão que por tanto tempo
fora no rodopiar do tempo submetida!
No Cururu, a graça do homem rude é mostrada
No circulo, com movimentos, também contorcidos
Esmagam tristezas dos tempos vividos
Esgarçam segundos da vida trançada.
O arrepio das cordas parecem dizer,
Ao arranho das unhas como querendo rasgar
Retirem dos meus acordes meu padecer
Apertem nos braços, o meu estertor, o meu gozar!
Como por uma força incomum, tomados,
Balançam os corpos no movimento cadenciado,
Navegam nas fumaças dos paeiros, abrasados
Qual força oculta neles encarnado,
Declamam poesias simples nos seus murmurados.
Noite a dentro, estão a cantar,
Parecem envolvidos no encanto encantado
Parecem sonhar, sonhos esperados,
Que aos poucos vêem, realizar.
Folclore mato-grossense, curare de um povo,
Que sempre soube esperar,
O acontecer, o repetir de novo,
Quais as canções que estão a cantar!
São Gonçalo Beira Rio
Onde tudo começou, a história está a contar
Nos bacamartes de Pires de Campos,
Nas flechas do coxiponés, a rechaçar
Defendendo suas terras de belos encantos.
Pascoal Moreira Cabral, foi avisado,
Nesta terra existem guerreiros, uma civilização altaneira,
Com sua cultura, danças, ritos e mulheres brejeiras
Que não está disposta facilmente se entregar,
Porém de braços abertos e hospitaleira,
Se respeitados forem, e se quiserem fraternizar.
As águas limpas do Coxipó, um dia,
de vermelho sangue se tingiu
plasmando nas listras da piraputanga luzidia,
quando o coxiponé guerreiro, sua bodurna bramiu.
Hoje a Cidade Verde da esperança,
Está a civilização coxiponé a reverenciar
O amor demonstrado à esta terra de bonança
no século passado, e no que está a passar!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

UMA RUA COM NOME DE HEROI!

UMA RUA COM NOME DE HEROI!

A riqueza histórico cultural de Cuiabá, é aureolada de fatos e acontecimentos propiciados por homens que devido aos seus atos, hoje nos chegam quais heróis. Portanto, a responsabilidade do poder Público, ao restaurar um logradouro Público, tem a explicita obrigação de rever o seu processo histórico cultural, sob pena de ver fadado ao desaparecimento, a sua memória cultural, principalmente o nome do patrono! Qual o cuiabano “Chapa e Cruz”, não se lembra da chamada “Rua dos Porcos”, ao lado da velha Prainha, nome curioso, mas que pode-se explicar. Ocorre que na Cuiabá província, alguns sitiantes criavam suínos às margens da Prainha (Hoje Cel. Duarte), aproveitando não somente as águas do pequeno riacho, como também restos de verduras, pois ali praticava-se uma espécie de feira livre.
O nome do heróico Comandante ANTÔNIO JOÃO RIBEIRO, seria impossível o resgate sem relembrarmos pinceladas da terrível Guerra do Paraguai (1864), que marcou a história não somente de Cuiabá, Mato Grosso, mas sim do Brasil! Corria os anos de 1864, mais precisamente dia 22 de outubro, às 9,30 horas, Solano Lopes Governador do Paraguai, após tomar de assalto o Navio Marquês de Olinda, onde viajava o então nomeado Presidente da Província de Mato Grosso, Frederico Carneiro Campos, que nunca chegou a desembarcar em terras brasileiras. Aprisionada a embarcação, Solano Lopes mobilizou duas forças visando a invadir e tomar Mato Grosso, por sinal ameaça já identificada e prevista invasão, pelo Tenente engenheiro Luis D`Alincourt. A primeira força paraguaia objetivando a invasão comandada por Vicente Barrios, sobre o Forte Coimbra, comandado por Ermenegildo Portocarrero. Houve luta e as forças paraguaias foram vencidas batendo-se em retirada. Então o alvo de Barrios voltou-se para a Cidade de Corumbá, promovendo debandada da população corumbaense. A segunda frente paraguaia sob o comando de Urbieta, atacou a coluna militar em Dourados, sendo defendida heroicamente pelo COMANDANTE ANTÔNIO JOÃO RIBEIRO, com apenas 15 praças. O avanço paraguaio colocou o povo cuiabano em estado de terror temendo que Solano Lopes conseguisse invadir Cuiabá, que não tinha condições nenhuma de defender-se. Surge então “ O CORPO DE VOLUNTÁRIOS CUIABANOS” sob a orientação do Brigadeiro Albino de Carvalho, que se posicionou na Colina de Melgaço com o objetivo de fazer frente as forças paraguaias, ficando sob o comando do Coronel Ermenegildo Portocarrero, que ao receber notícias trazidas pelo Vapor Corumbá, de que as forças paraguaias atacariam Cuiabá, ordenou a retirada de Melgaço, concentrando as forças militares em Cuiabá. Decisão tomada após ouvir o Conselho de Oficiais da Província de Mato Grosso. Houve divergência de opiniões, pois para alguns configurava aceitar a derrota antecipadamente, derrota como ocorreu em Corumbá. Partilhava desse pensamento, Augusto Leverger (O Barão de Leverger), que recebendo o aval do Presidente da Província, é nomeado por este, Comandante Superior de toda Guarda Nacional da Província e das Forças fluviais e Terrestres, necessárias à ocupação e defesa de Melgaço. Heroicamente assim se expressou: “Marchemos Senhores a guarnecer o ponto abandonado e quando não mais pudermos impedir a passagem do inimigo, que ao menos façamos reconhecer nossos protestos por meio da artilharia. Que me acompanhe quem quiser!”.
O acampamento da Colina de Melgaço foi montado com material bélico e contingente, levados pelos Vapores de Cuiabá, Alfa e Jauru.
Esperaram em Melgaço, até o final das chuvas, quando não mais poderiam ali chegar os inimigos paraguaios. Apesar de não haverem lutado O CORPO DE VOLUNTÁRIOS regressando à Cuiabá foram recebidos como heróis, pois haviam assegurado a segurança à população. Augusto Leverger aos 64 anos assumiu a Presidência da Província de Mato Grosso e o Comando Geral das armas. Durante o período que esteve à frente do governo de Mato Grosso, tratou de expulsar os invasores paraguaios, conseguindo a retirada de Laguna, passagem heróica da história de Mato Grosso. Para expulsar definitivamente as focas inimigas paraguaias em Corumbá foi montada uma guarnição cuiabana sob oi Comando de Antônio Maria Coelho. Outras batalhas, contra a invasão paraguaia ocorreram até que, forram derrotados e expulsos de Mato Grosso.
Nesta Guerra, ocorrida em Mato Grosso Província em 1864, surge então o nome do HERÓI ANTÔNIO JOÃO RIBEIRO, Comandante das tropas mato-grossenses, morto juntamente com seus companheiros na ferrenha luta travada em Dourados, resistindo até a morte, e quando a espada de Urbieta foi levantada para matá-lo, deu um Brado que até hoje ecoa nos corações dos mato-grossenses: “ SEI QUE MORRO, MAS MEU SANGUE E DE MEUS COMPANHEIROS SERVIRÃO DE PROTESTO SOLENE CONTRA A INVASÃO DO SOLO DE MINHA PÁTRIA!”
Como pode-se notar nesta síntese histórica, não se trata apenas de colocar uma placa com um nome, mas sim reverenciar solenemente este nome: ANTÔNIO JOÃO RIBEIRO!
Moisés Martins.
(fonte de pesquisa, Virgilio Corrêa Filho – História de Mato Grosso)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

POEMA DA PARTIDA

Quando sentimos que,pouco ou qause nada, nos resta,
nos atrae e nos motiva.
quando a secura da alma, não encontra mais para serem vertidas.
quando o corpo pesa e pouco resta anos motivar à vida!
quando entendemos que está na hora do preparo definitivo para a partida;
digo partida, porém entendendo que é apenas mutação,
vida propiciando vida, cada qual com sua própria emoção!
Emoções que, podem ser trazidas,
qiando ao volvermos a vista na retrospectiva vivida,
começamos à nós mesmos, interrogar!
quem fui na vida?
o que fiz da vida?
O que ter feito enão fiz?
que palavra ficou sem ser dita,
O que desejava dizer e preferi omitir?
Parece conflito ser,
mas não é!
Apenas constatação ao meu ver! (Moisés Martins)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Viver Cuiabá

Viver Cuiabá, na concepção do Maestro China!
O viver para quem foi criado a imagem e semelhança de Deus, sendo portanto, qualificado na espécie “homo sapiens”, extrapola tão somente o: respirar, o ir e vir, o alimentar, o excretar, o dormir e em algumas circunstancias, o trabalhar!
O viver levanta o vôo lépido das águias, para lá dos píncaros visualizar as mais belas paisagens e as maiores oportunidades. E se a águia utiliza as asas para esse esplendoroso vôo, Mestre China, optou pela música para levantar vôo, vôo este pontilhado de belas notas musicais, no pentagrama do construir.
As claves de Sol e Fá, agiram quais doces algemas aprisionando e disciplinando o sopro contorcido, ao percorrer o seu instrumento musical, o Sax!
O instrumento, ou melhor, qualquer instrumento musical bem executado, representa o areópago dos Divinos, pois tem o poder de deslocar o espírito do seu escuro albergue carnal, para ambientes onde a luz é esplendorosa, emocionante e contagiante.
Mas, todo instrumento tocado, adquiri o estilo do seu executor, e o Mestre China tinha o seu estilo, o seu discurso ao executar, mormente ás músicas românticas, onde a tênue linha entre, o popular e o erudito, une-se na pororoca do atrito encontro das notas.
Empunhando o seu magnífico Sax, qual “Cachimbão”, na boca do pantaneiro, espremendo, contorcendo, coando o som em vários tons, surgindo o suco sumo da beleza musical!
Seu estilo característico, seu discurso rotineiro era o de navegar entre as mesas, qual bailado de um balet rodopiando entre as pessoas recebendo aplausos, o que por certo confortava seu espírito sensível.
O artista é um encantador e na arte de encantar, também se encanta!
O artista não morre, simplesmente se desloca no pentagrama dos vários patamares, aleitando-se nas notas buscando harmonia. Ou em última instância, no dizer do poeta, fantasticamente encanta-se!
O registro na memória da maioria dos que com ele convivera, ficará quais cicatrizes eternas dos momentos vividos na própria vida!
Pois o que é a vida? Senão uma doce ilusão do viver!

Moisés Martins

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Beco do Candeeiro

BECO DO CANDEEIRO!
Cuiabá dos velhos carnavais!
Tempo que não volta mais
Onde o Povo brincava na rua,
Blocos com cantos de festivais,
Alegravam os carnavais de rua!

“Chupa-paiá”, como morcegão, vinha,
No gingado da velha marchinha.
A poesia nas canções, tinha!
Índios, Pierrot, Alecrim e Colombinas.
As cachaças na velha vendinha!

Nossas ruas não são tortas, mas anguladas,
Dizia o poeta popular.
São arqueadas como o arco do índio,
Os bordados nas redes do tropeiro
E a curva do “Beco do Candeeiro”!

E por falar neste Beco famoso, ai Beco famoso.
Bordel da velha guarda cuiabana,
Onde de vez em quando um deles ia em cana,
“Toçera”, metido a valente, e bacana.
Amolecia a valentia cô “Nhá Chicha”, na cama.

Cuiabá é carnaval o ano inteiro,
No gingado da morena “Toçera”, que corpão!
No calor que faz brotar, do corpo brejeiro.
Sons da Cuíca, surdo e violão.
Velhos sons do “Beco do Candeeiro”!

“Beco do Candeeiro”,
Da “luz vermeia”
Refrão: “Beco do Candeeiro”,
De grata memória!
Hoje cantamos resquícios da sua vitória!

Moisés Martins