quinta-feira, 17 de julho de 2008

POEMA DA PARTIDA

Quando sentimos que,pouco ou qause nada, nos resta,
nos atrae e nos motiva.
quando a secura da alma, não encontra mais para serem vertidas.
quando o corpo pesa e pouco resta anos motivar à vida!
quando entendemos que está na hora do preparo definitivo para a partida;
digo partida, porém entendendo que é apenas mutação,
vida propiciando vida, cada qual com sua própria emoção!
Emoções que, podem ser trazidas,
qiando ao volvermos a vista na retrospectiva vivida,
começamos à nós mesmos, interrogar!
quem fui na vida?
o que fiz da vida?
O que ter feito enão fiz?
que palavra ficou sem ser dita,
O que desejava dizer e preferi omitir?
Parece conflito ser,
mas não é!
Apenas constatação ao meu ver! (Moisés Martins)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Viver Cuiabá

Viver Cuiabá, na concepção do Maestro China!
O viver para quem foi criado a imagem e semelhança de Deus, sendo portanto, qualificado na espécie “homo sapiens”, extrapola tão somente o: respirar, o ir e vir, o alimentar, o excretar, o dormir e em algumas circunstancias, o trabalhar!
O viver levanta o vôo lépido das águias, para lá dos píncaros visualizar as mais belas paisagens e as maiores oportunidades. E se a águia utiliza as asas para esse esplendoroso vôo, Mestre China, optou pela música para levantar vôo, vôo este pontilhado de belas notas musicais, no pentagrama do construir.
As claves de Sol e Fá, agiram quais doces algemas aprisionando e disciplinando o sopro contorcido, ao percorrer o seu instrumento musical, o Sax!
O instrumento, ou melhor, qualquer instrumento musical bem executado, representa o areópago dos Divinos, pois tem o poder de deslocar o espírito do seu escuro albergue carnal, para ambientes onde a luz é esplendorosa, emocionante e contagiante.
Mas, todo instrumento tocado, adquiri o estilo do seu executor, e o Mestre China tinha o seu estilo, o seu discurso ao executar, mormente ás músicas românticas, onde a tênue linha entre, o popular e o erudito, une-se na pororoca do atrito encontro das notas.
Empunhando o seu magnífico Sax, qual “Cachimbão”, na boca do pantaneiro, espremendo, contorcendo, coando o som em vários tons, surgindo o suco sumo da beleza musical!
Seu estilo característico, seu discurso rotineiro era o de navegar entre as mesas, qual bailado de um balet rodopiando entre as pessoas recebendo aplausos, o que por certo confortava seu espírito sensível.
O artista é um encantador e na arte de encantar, também se encanta!
O artista não morre, simplesmente se desloca no pentagrama dos vários patamares, aleitando-se nas notas buscando harmonia. Ou em última instância, no dizer do poeta, fantasticamente encanta-se!
O registro na memória da maioria dos que com ele convivera, ficará quais cicatrizes eternas dos momentos vividos na própria vida!
Pois o que é a vida? Senão uma doce ilusão do viver!

Moisés Martins

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Beco do Candeeiro

BECO DO CANDEEIRO!
Cuiabá dos velhos carnavais!
Tempo que não volta mais
Onde o Povo brincava na rua,
Blocos com cantos de festivais,
Alegravam os carnavais de rua!

“Chupa-paiá”, como morcegão, vinha,
No gingado da velha marchinha.
A poesia nas canções, tinha!
Índios, Pierrot, Alecrim e Colombinas.
As cachaças na velha vendinha!

Nossas ruas não são tortas, mas anguladas,
Dizia o poeta popular.
São arqueadas como o arco do índio,
Os bordados nas redes do tropeiro
E a curva do “Beco do Candeeiro”!

E por falar neste Beco famoso, ai Beco famoso.
Bordel da velha guarda cuiabana,
Onde de vez em quando um deles ia em cana,
“Toçera”, metido a valente, e bacana.
Amolecia a valentia cô “Nhá Chicha”, na cama.

Cuiabá é carnaval o ano inteiro,
No gingado da morena “Toçera”, que corpão!
No calor que faz brotar, do corpo brejeiro.
Sons da Cuíca, surdo e violão.
Velhos sons do “Beco do Candeeiro”!

“Beco do Candeeiro”,
Da “luz vermeia”
Refrão: “Beco do Candeeiro”,
De grata memória!
Hoje cantamos resquícios da sua vitória!

Moisés Martins