terça-feira, 30 de junho de 2009

Do Cerrado Pantanal ao Cosmo: Um Passeio Poético

CERRADO

SENTIMENTALISMO POÉTICO
DO CERRADO MATO-GROSSENSE:


“CERRADO, ou SERTÃO, SERTÃO ou CERRADO?
Irmãos da Terra convivendo lado a lado.
Univitelinos do nosso Brasil amado!”




“CERRADO O PATINHO FEIO do Universo,
Que talvez nem versos produziria.
Seu ventre fosse revolvido
quais riquezas escondidas
albergadas na terra com vida
e que hoje a economia produziu,
verdadeiro achado
Provando que se: assustássemos com a feiúra das ostras, jamais belas pérolas iríamos, achar.”
precisando de dois tratores e um cabo de aço para as derrubar.”
Lembrando enorme ferida,
a nuvem de poeira, da terra carcomida,
parece que o interior do COSMO,
o Universo no anverso se apresentou.”
provando que COSMO e CERRADO, são filhos de um mesmo soberano Criador!”
De Estado problema, no CERRADO,
a solução operosa encontrou!
Dividiram meu Mato Grosso,
pensando que ele feneceria.
Chapéu de paia

Chapéu de paia,
que me agasiá

De aba quebrada,
Feito de foiá de acuri trançada.
Sujo marcado de pegação!
Chapéu de paia
Teto amigo do sol do cerrado
Morada, abrigo,
meu rincão verdadeiro.
No chão de Mato Grosso, fincado!













O Folclore do cerrado, dançando.
No Siriri, não é a dançarina,
Quem dança,

Mas o vento que rodopia,

Na gargalhada colorida,

Das saias, embriagando-se do erotismo

Encharcando-se de vida.

Na graça rodando,

Pés descalços rodopiando,

Nas andanças ilusória do viver

Alegre sem se importando, com o morrer.

Apenas rodando, rodando

E as palmas das mãos espocando,
a tristeza esbofeteando
o tempo na beleza colorida
da dança contorcida
repete, repete a cantoria,
na esperança de ser ouvida,
ou talvez para espantar a dor da alma sofrida
querendo do corpo sair, sem jamais voltar
a experimentar a prisão que por tanto tempo
fora no rodopiar do tempo submetida!
No Cururu, a graça do homem rude é mostrada
No circulo, com movimentos, também contorcidos
Esmagam tristezas dos tempos vividos
Esgarçam segundos da vida trançada.
O arrepio das cordas parecem dizer,
Ao arranho das unhas como querendo rasgar
Retirem dos meus acordes meu padecer
Apertem nos braços, o meu estertor, o meu gozar!
Como por uma força incomum, tomados,
Balançam os corpos no movimento cadenciado,
Navegam nas fumaças dos paeiros, abrasados
Qual força oculta neles encarnado,
Declamam poesias simples nos seus murmurados.
Noite a dentro, estão a cantar,
Parecem envolvidos no encanto encantado
Parecem sonhar, sonhos esperados,
Que aos poucos vêem, realizar.
Folclore mato-grossense, curare de um povo,
Que sempre soube esperar,
O acontecer, o repetir de novo,
Quais as canções que estão a cantar!
São Gonçalo Beira Rio
Onde tudo começou, a história está a contar
Nos bacamartes de Pires de Campos,
Nas flechas do coxiponés, a rechaçar
Defendendo suas terras de belos encantos.
Pascoal Moreira Cabral, foi avisado,
Nesta terra existem guerreiros, uma civilização altaneira,
Com sua cultura, danças, ritos e mulheres brejeiras
Que não está disposta facilmente se entregar,
Porém de braços abertos e hospitaleira,
Se respeitados forem, e se quiserem fraternizar.
As águas limpas do Coxipó, um dia,
de vermelho sangue se tingiu
plasmando nas listras da piraputanga luzidia,
quando o coxiponé guerreiro, sua bodurna bramiu.
Hoje a Cidade Verde da esperança,
Está a civilização coxiponé a reverenciar
O amor demonstrado à esta terra de bonança
no século passado, e no que está a passar!